27 de abril de 2015

Promoción de CVX en la Amazonía


Gian, de CVX en Brasil, nos comparte su testimonio en la Amazonía promoviendo la vocación CVX. Vale la pena contagiarnos de su celo misionero y acompañarlo en esta misión que es de toda la comunidad: compartir con otros este tesoro de nuestra vocación que recibimos en vasijas de barro. 

(El escrito está en portugués, pueden copiar el texto y traducirlo al español con el traductor de Google)

Queridos irmãos de caminhada, paz e bem !

Venho por meio desta compartilhar com vocês a missão que participei na Semana Santa.

Pedi humildemente a Deus que orientasse o meu falar com a juventude que iria acompanhar e com as pessoas que nos acolheriam, pedir também ao nosso pai Inácio, que eu alcançasse a graça de colocar a serviço todos os dons que Deus me deu . 


As palavras não podem traduzir todos os sentimentos que brotaram em meu peito nesta Semana Santa, tudo que eu vivi juntamente com a juventude do Centro Magis e com as pessoas das Comunidades “Chipaia e Aranair”, mas, vou tentar descrevê-los para que toda a comunidade CVX Brasil possa se alegrar juntamente comigo desse momento.

Durante preparação do Lucenário da ressureição fui revivendo todos os momentos da Semana Santa , e sentia novamente arder em meu peito a palavra do Cristo, que nos confiava esta missão de visitar e acolher o jeito de ser daquela comunidade Ribeirinha . Este arder deve ser o mesmo que os discípulos de Emaús sentiram quando se perguntavam: “Não ardia o nosso coração quando Ele nos falava?”

Sim, ardia em meu peito a Palavra do Cristo. Palavra experimentada na escuta de cada família visitada, de cada pessoa encontrada no caminho, na a travessia do rios , em cada história ouvida seja de dor ou alegria, em cada encontro e em cada celebração organizada e participada, em cada silêncio da oração pessoal na rede no trapiche a beira do rio, no caminhar do fim de tarde na praia no circulo Magis com os jovens que eu acompanhva ...

Não foi fácil entrar na embarcação e ao despedir-me do Pe. Tomé e do grupo de jovens que iria com ele para uma outra região da ilha , o fiz , e ainda com o sorriso trêmulo de medo , o barco foi rio adentro .

Já não tínhamos sinal de celular e internet, comecei a contemplar a vida olhando a natureza e aos pouco percebendo no olhar dos passageiros uma calma e paz , fui me sentindo mais seguro e aquele desconforto provocado pelo medo já não me perturbava mais , assim foi a nossa ida numa manhã chuvosa, chuva essa que agitava as águas do rio .

Durante toda a viajem pedi a Deus coragem , Senhor eu vim para servir , mas, aumenta minha coragem para cumprir sua vontade .

Chegando em Chipaiao , formos recebido por uma família , fizemos aí as refeição e a mesma foi nos apresentando a comunidade. Ficamos todos juntos nesta comunidade.

No primeiro dia houve muita chuva .Quando anoitecia preparávamos a redes e dormíamos .

No segundo dia nos dividimos em 2 grupos , eu e mais 3 jovens fomos para a comunidade Aranair , caminhamos por 30 minutos por estradinha de chão , alagadas , ate a margem de um rio onde já nos esperava rabeta , aí nos esperava um guia que nos levaria até a próxima comunidade, logo fui perguntando se iríamos caminhando , ele sorriu, e disse que era preciso atravessar o rio pois era mais seguro , 15 minutos . Logo me dirigi a Deus , Senhor me dê coragem para entrar nesse meio de transporte (rabeta) , nesta hora o missionário foi batizado caiu dentro do Rio .

Chegando em Aranair já estavam todos no trapiche a nossa espera , ansiosos para nos conhecer , fomos muito bem acolhidos .

Nesta manhã de quinta-feira , participamos do encontro com algumas liderança e alguns dos jovens que depois nos ajudaram na preparação da celebração do lava pés , e após fomos preparar a programação do nosso 3 dia de missão , sexta feira da paixão , como seria as nossa visitas as famílias ribeirinhas , enquanto preparava, em meu coração , eu agradecia a Deus por este dia , por termos sido tão bem acolhidos. Foi um dia muito rico de muita alegria.

Na sexta feira da paixão tiramos a parte da manhã para visitar algumas famílias ribeirinhas, foram sete famílias sete historias contadas com alegria , dor , esperança e muita FÉ , o medo de entrar e sair da rabeta estava presente , me senti tentado em prolongar as visitas , por que eu sabia que , ao término de cada visita teria que entrar e sair novamente da rabeta , mais ao longo desta minha via-sacra de entrar e sair da rabeta fui encontrando ao longo das visitas Sireneus , Veronicas , Marias , Joãos , que aliviava o peso da minha Cruz, transfigurado no medo que sentia de entrar e sair da rabeta .

A nossa chegada nas casas eram tão esperada por estas família, algumas família iam até o trapiche de sua casa para nos acolher. Assim foi a nossa manhã .

A tarde celebramos o beijo na cruz e fomos para a praia onde seria a via sacra.

Ao fim do dia fomos caminhar na praia para nosso momento de oração pessoal e preparar o encontro com a juventude que aconteceria no sábado de manhã .

Durante a minha oração individual rezei o medo do fracasso, esse medo de entrar e sair da rabeta também contemplei o encontro do Cristo ressuscitado com os discípulos de Emaús vendo os 3 jovens caminhando na minha frente . Terminei minha oração agradecendo a Deus por este dia tão difícil , pelo momento de oração. Partilhei minha oração com três jovens que se aproximaram , e logo após preparamos o encontro do sábado de manhã , cujo tema foi os discípulos de Emaús .

Sábado da Esperança , fomos eu e mais três jovens cedo para igreja preparar o ambiente do encontro e esperar os jovens que já havíamos convidados, preparamos um espaço começamos a cantar durante a espera da juventude , foi chegado pouco a pouco , uns mais felizes e outros tímidos , outros desconfiados . Trabalhamos o evangelho da Ressurreição em Lucas , fizemos uma pequena encenação e partilhamos o evangelho, partilhamos a nossa missão e ouvimos os anseios daquela juventude e cantamos a vida .

Durante três horas , vivemos o sábado da esperança e mais tarde nos reencontramos com alguns jovens e lideranças da comunidade para preparar a grande festa , a festa da Ressurreição , e já finalizando o sábado chegaram os outro companheiros de missão que ficaram os 4 dias em Chipaia , recebemos eles no trapiches .

A celebração do Sábado de aleluia foi linda tudo muito simples, más tudo preparado com muito amor e dedicação. Festejamos dançando carimbó , pelo menos tentei, o nosso sábado terminou com um grande circulo Magis , os grupos partilhando as alegria e dificuldades que tivemos durante semana santa.

Domingo de manhã, brinquei com alguns jovens que teriam que trabalhar e estudar na segunda feira .

Interessante, na mesma hora que nosso barco saia conosco , rumo a Belém , as comunidades ribeirinhas iam chegando para celebrar juntos o domingo da páscoa na comunidade de aranair. 

Assim foi a minha semana santa. Retornei a Belém mais pleno , diferente de como cheguei naquela comunidade. Eu, pura gratitude por ter sido agraciado de acompanhar e conhecer cada história de luta, por ter ouvido cada relato de saudade , cada choro contido que diante de nossa presença foi derramado, cada mão unida num Pai-nosso , cada riso diante da nossa conversa , cada refeição oferecida com amor e dignidade, cada silêncio diante da beleza da vida onde as palavras já não cabiam mais...

Em cada um desses acontecimentos e gestos só confirmaram em mim as palavras de Inácio que diz que “o importante não é o muito saber, mas saborear as coisas internamente!”

Volto com a alegria renovada! Com ânimo revigorado, para caminhar com o ressuscitado.

Volto com um abraço apertado para minha missão .

Volto com o sentimento de imensa gratidão para com a nossa CVX Nacional, Centro Magis que possibilitaram-me estar nessa missão.

Volto com muita vontade de rezar mais, para que assim, eu possa reconhecer a voz de Deus em meio a tantas vozes do mundo e dessa forma, eu consiga mais amá-lo e melhor servi-lo, onde e como Ele desejar.

Um abraço fraterno e meu muito obrigado.

Gian Franco Lopes da Silva
CVX en Brasil